Artigo: Passada a crise, é hora de mudar de emprego!

A dúvida pode trazer mais benefícios que a certeza. Quando duvidamos, tendemos a investigar e aprender mais. Quando temos certeza, nos fechamos para o conhecimento.

O artigo que publicamos nesta quinta foi escrito por Stefi Maerker, autora do livro Mulheres de Sucesso – Os segredos das mulheres que fizeram história. Embora o tom seja bem motivacional, não chega a lembrar as dinâmicas de grupo de RH, que algumas pessoas detestam. Também já tive o pé atrás com esse tipo de coisa, mas atualmente, revejo minha postura. Boa parte desse trabalho dos consultores de recursos humanos mexe com auto-estima e auto-confiança, cujas raízes estão na psicologia. Não recomendo a ninguém que se torne dependente de publicações que trazem fórmulas prontas para o sucesso, mas quem é que não gosta de ler sobre pessoas bem sucedidas? Embora condene a cultura norte-americana de loosers x winners (perdedores x vencedores), por acreditar que é excludente e desmotivadora, cada vez mais compreendo que atitude é importante, principalmente pensar positivo. Parece chavão, mas não é. No mínimo, manter a confiança ajuda a espantar o monstro da depressão. Tenho consciência de que muitas empresas aplicam estes conhecimentos de RH de forma negativa, até opressiva. Ao invés de motivar, pressionam ao limite, gerando estresse, frustração e uma geração de cardiopatas, pois levam o profissional a pensar que ele é o culpado por todos os fracassos, embora raras vezes reconheça a sua atuação nos sucessos da companhia. Mas, os conselhos de Stefi, longe de parecerem fórmulas mágicas, antes nos levam a pensar no que realmente queremos da vida e mais, no que fazemos para alcançar esses objetivos. Ninguém precisa ter como meta de vida ganhar o primeiro milhão aos 25, mas, mesmo que a sua felicidade esteja em vender coco na barraquinha da praia mais paradisíaca da sua cidade,  pegando um bronze de preferência, é preciso fazer isso com convicção e com a certeza de que mudar de caminho (seja na barraquinha ou na fábrica de doentes cardíacos) não depende necessariamente do chefe “bonzinho” ou “carrasco”, mas de nós mesmos. Sempre, em todas as circunstâncias da vida, temos escolha, nem que seja para dizer apenas: “Isso aqui eu não quero para a minha vida”. O grande problema é que, tal qual as companhias que culpam seus empregados pelos fiascos, quando elas mesmas não cumprem sua parte do trato, nós também temos de aprender a lidar com as consequências das nossas escolhas.

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PASSADA A CRISE, É HORA DE MUDAR DE EMPREGO!

* Stefi Maerker

As mudanças que ocorrem no mercado de trabalho nos ensinam a ver a vida sob uma nova perspectiva. Quando o mundo inteiro enfrentou uma forte crise financeira, quem estava incerto sobre sua carreira profissional achou melhor não arriscar; quem estava infeliz, aprendeu a gostar do seu trabalho até que a maré melhorasse. Empresas reduziram quadros e custos. Agora é hora de investir! Enxutas e com foco redirecionado, as empresas entraram em 2010 com fôlego e energia para recrutar novos colaboradores e retomar seu crescimento!

Neste momento, o mercado está bastante competitivo mas, ao mesmo tempo, oferece grande oferta de empregos. Com um importante detalhe: espera-se muito mais deste profissional.

Quais são as habilidades e as competências que deve ter o colaborador que hoje é procurado pelas empresas?

Flexibilidade: para saber lidar com mudanças rápidas e repentinas e para aceitar a volatilidade do mercado e a incerteza da rotina

Coragem: para arriscar, apesar de não existirem respostas prontas

Resiliência: para encarar uma rotina de imprevistos, pressão e obstáculos e saber superá-los, mantendo sua essência e equilíbrio

Otimismo e Equilíbrio Emocional: ter a habilidade de se manter motivado e encarar a rotina de forma positiva, transformando pequenos problemas em grandes soluções

Criatividade: para pensar diferente, encantar com novas soluções e contribuir com o ambiente de trabalho

Comprometimento: vontade de fazer a diferença e se envolver com o trabalho que faz – vale lembrar que este envolvimento vem de dentro, e não deve ser ligado apenas ao salário

Capacidade de Aprendizagem: para buscar auto-conhecimento e aprendizado, crescendo sempre

Visão Generalista e Função de Especialista: é bom conhecer um pouco sobre tudo, pois ter informação é um diferencial desde que exista foco

Quais são os principais erros que devem ser evitados durante a busca por um emprego?

Buscar um emprego, e não um trabalho
O profissional não deve apenas procurar uma função onde possa ganhar dinheiro, mas sim uma empresa para onde ele terá orgulho de levar seu talento e onde tenha prazer e crescimento na função. Caso contrário, ele estará frustrado e procurando emprego novamente dentro de um curto espaço de tempo.

Falta de networking
Enviar currículo por e-mail não é a única forma de procurar emprego. Encontre as pessoas, crie e fortaleça os vínculos já existentes, participe de eventos, circule e seja notado.

Desânimo
A fase é difícil e de grande ansiedade, por isso procure algumas válvulas de escape e faça atividades nas quais sente prazer, como ginástica, leitura, cinema ou qualquer outro hobby, e que poderão ajudá-lo a se manter resiliente.

Despreparo
Ao fazer contatos, tenha clareza do que gosta, do que quer fazer e de como pode contribuir. Tenha suas experiências, habilidades e competências na ponta da língua!

Mais do que tudo, estamos vivendo a fase de paixão pelo que se faz. O trabalho deixa de ser um castigo e passa a ser um foco de satisfação. Quem não tiver esta visão está buscando um emprego, o que é muito difícil hoje em dia. Empregos não há muitos, mas oportunidades, sim! Para quem quer desafios, para quem pensa fora da caixa e para quem quer arriscar sabendo que vai chegar lá, várias oportunidades existem!

O profissional deve rever seus próprios conceitos e escolher suas prioridades. O que é mais importante: ser feliz ou ter razão? Cabe a cada um de nós escolher – se for ter razão, fazer apenas um bom trabalho, qualquer coisa serve, mas se for para ser feliz e realizado em busca de um objetivo que terá significado para sua vida profissional e pessoal, então, vale a pena arriscar. O resto é conseqüência!

* Stefi Maerker é diretora-presidente da SEC Talentos Humanos e é também autora dos livros Secretária – Uma parceira de sucesso e Mulheres de Sucesso – Os segredos das mulheres que fizeram história.

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2 respostas para Artigo: Passada a crise, é hora de mudar de emprego!

  1. Giovana disse:

    Acho interessantes estas dicas e formas de pensar e podem ser de grande ajuda para quem busca os mesmos objetivos mencionados. Mas, nós sabemos que a realidade não é tão bonita assim. Ninguém neste mundo é equilibrado emocionalmente, assim como ninguém busca realização no que faz sem um salário gratificante. Principalmente por saber que pode ser mandado embora a qualquer momento.

    As empresas exigem, buscam, selecionam rigorosamente. Mas será que cumprem à risca seu papel social? Não estão querendo robôs ao invés de seres humanos? Todo o mundo sabe que o perfil do profissional ideal é pura utopia. Assim como o do marido ideal, do pai ideal, do filho ideal…

    Mas, se funciona…

    De qualquer forma, sempre haverá os que buscam ter razão e os que buscam ser felizes. Apesar de a felicidade ser tão relativa!

    Beijos!

  2. Sabe Giovana, as empresas visam em primeiro lugar obter lucro. Raríssimas pensam em obter este lucro através do bem estar de seus funcionários. Na maioria dos casos, em qualquer profissão, ocorre mesmo uma pressão muito grande, níveis altos de estresse, frustração e um sistema de gestão que não olha o ser humano, mas que tenta nos transformar em autômatos. Mas, à medida que amadureço, percebo que só 50% da culpa pela infelicidade de um trabalhador é da empresa onde ele atua. Os outros 50% é sem sombra de dúvida a nossa postura diante da vida, diante da empresa e diante do trabalho em si. Segundo um professor meu, nenhuma sociedade que foi construída com base no trabalho escravo admira o ato de trabalhar, antes faz dele uma necessidade, algo que não tem jeito. No entanto, quanto mais a gente faz alguma coisa porque não tem jeito, mais infeliz ficamos. Os 50% de responsabilidade da empresa sobre a nossa infelicidade só ocorrem porque nós deixamos. Porque permitimos os abusos. Alguns dizem, “mas é que eu preciso muito do emprego” (quantos não dissemos isso em algum momento?). Mas será que esse precisar não é uma muleta que ampara nossa insegurança em mudar de rumo? Em tentar outra coisa, em propor algo, em estudar mais, em mudar de profissão, mudar de cidade, mudar nossa forma de encarar as coisas? Não digo com isso que as pessoas vão abandonar seus empregos e passar fome, claro que não. No modelo de sociedade que construímos o dinheiro é necessário. Mas a partir do momento que temos consciência de que o lugar onde trabalhamos não oferece mais nada além de sofrimento, temos de tentar virar o jogo não é?

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