Como adequar o ambiente doméstico ao trabalho?

Modelo de home-office / Crédito da foto: Site do Senado Federal

Modelo de home-office / Crédito da foto: Site do Senado Federal

Trabalhar em casa, perto dos filhos (para quem tem filhos) ou mesmo para quem não tem, mas prefere um ambiente silencioso e menos formal de produção, é uma tendência da contemporaneidade. Tenho lido diversas reportagens sobre o assunto. Há algum tempo, na TV, vi uma matéria com profissionais de RH (Recursos Humanos) que enumeravam as vantagens do trabalho domiciliar para o empregado e o empregador, principalmente no que diz respeito a motivação (sair do ambiente às vezes dispersivo ou opressor do escritório) e economia, seja da empresa com manutenção de salas, ou do funcionário com transporte e alimentação. O alerta é apenas para que a pessoa que tope o desafio de mudar seu escritório para casa, mantenha a disciplina em cumprir prazos e horários. Se na empresa é fácil se distrair na sala do cafezinho mais do que o tempo necessário para recarregar as baterias; em casa tem uma enorme quantidade de coisas acontecendo que podem roubar a concentração do trabalho. O ideal é estabelecer horários e dentro deste espaço de tempo, concentrar-se no que precisa ser feito. Conscientizar outros membros da família de que aquilo que você faz no computador é trabalho e que por algumas horas é preciso sossego para produzir também é fundamental. Psicólogos, porém, costumam alertar para que não se confunda as vidas privada e profissional, ficando mais tempo do que o devido em frente ao computador e sacrificando aqueles momentos de lazer e descanso tão importantes para manter a saúde do corpo e da mente. A jornada no Brasil é de 40 horas semanais, não podemos cair na tentação de esticar esse horário para as 24 horas do nosso dia apenas porque tudo o que precisamos para produzir está ao alcance da mão. Sair com amigos, ensinar o dever das crianças, ler um livro, ver TV, continuam valendo nos seus momentos de folga. Para facilitar a vida de quem pretende se beneficiar da comodidade de trabalhar em casa, diversos escritórios de arquitetura têm investido nos projetos de home office e todos são unânimes em enfatizar a necessidade de reservar um cômodo da casa para montar a sua estação de trabalho. Essa é uma boa forma de evitar confundir sua hora de dormir ou relaxar com as obrigações da empresa. Recebemos um material muito interessante com dicas para organização de home offices, confiram:

*Como adequar o ambiente doméstico ao trabalho?

O melhor dos mundos para os adeptos do home-office é poder exercer suas atividades de bermuda, de preferência, de frente para o mar

O melhor dos mundos para os adeptos do home-office é poder exercer suas atividades de bermuda, de preferência, de frente para o mar

Trabalhar em casa era um sonho acalentado por funcionários de algumas das maiores multinacionais na década passada. Com o surgimento da Internet e de toda uma parafernália tecnológica, parte destes profissionais aderiram ao home office, modalidade que deu às pessoas, pela primeira vez, a alternativa de executar tarefas longe do escritório. Nos Estados Unidos, 10 milhões de empregados passaram a cumprir parte do expediente em casa. No Brasil, foram 4 milhões. “A tendência de trabalhar em casa se tornou uma realidade. Hoje, é cada vez mais comum a casa se transformar num substituto do escritório ou a extensão dele. Com a tecnologia jogando a favor, na tranqüilidade do lar, é possível trabalhar diariamente, pesquisar na Internet ou simplesmente ler e-mails. Seja qual for o propósito da criação do home office, é muito importante organizar um espaço funcional e aconchegante com todo o conforto e livre de improvisos”, defende a   arquiteta Ana Carolina M. Tabach, diretora de projetos da C + A Arquitetura e Interiores.

Antes, bastavam uma mesa, uma cadeira, uma luminária e umas prateleiras. Estava pronto o escritório doméstico, encaixado num canto qualquer do quarto ou da sala. Com a valorização do trabalho em casa nos últimos anos, esse espaço conquistou vida própria. Aos poucos, deixa de ser um luxo reservado apenas a alguns profissionais para se transformar em presença quase obrigatória nos projetos arquitetônicos de casas e apartamentos destinados à classe média. Especialistas da área imobiliária estimam que, em breve, ele será tão essencial quanto o banheiro e os quartos. Muitos prédios já estão saindo da planta com espaço para o escritório.

Guia de montagem do home office

1)    Arrumar a casa para liberar espaço para a montagem do escritório doméstico é uma sugestão óbvia — mas muitos pequenos e médios empresários, ocupados demais com o dia-a-dia, acabam não fazendo isso. Jogar fora coisas que não se usa mais costuma liberar de 15% a 20% de espaço. O escritório doméstico deve ser funcional, mas acima de tudo agradável e confortável, com a virtude de ocupar uma área reduzida. O fundamental é que não lembre nem um pouco os escritórios convencionais, aonde o profissional é obrigado a ir todos os dias;

2)    “Antes de iniciar o projeto do home office,  ouvimos as demandas do cliente em relação a sua profissão e ao seu dia-a-dia. É importante saber se o profissional vai realmente trabalhar em casa ou utilizar o escritório apenas esporadicamente. E mais: se mora sozinho, se tem filhos pequenos ou se pretende dividir o espaço com assistentes. É importante também saber  se ele vai receber clientes e fornecedores em casa. São informações como estas que nos dão subsídios para elaborar um projeto de home office adequado ao perfil de cada um”, diz a arquiteta Ana Carolina M. Tabach;

3)    O projeto arquitetônico do home office tem que prever a acomodação de todos os recursos tecnológicos dos quais o profissional  irá fazer uso e ainda prever futuras expansões, a curto prazo. Computador, fax, impressora… “De acordo com as tarefas que o cliente irá executar, determinamos quais acessórios serão imprescindíveis e quais ele poderá vir a adquirir futuramente, para já deixarmos previstos pontos adicionais. Só assim é possível dimensionar o espaço necessário para acomodar tudo com conforto”, explica Ana Carolina;

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Crédito: C+A Arquitetura

4)    Falta de espaço não é desculpa para deixar de organizar o ambiente de trabalho. “Em 3 m² é possível instalar uma bancada confortável (50 cm de profundidade por 90 cm de comprimento), armário, prateleiras ou nichos e um gaveteiro sob a bancada. Mas, se o profissional trabalha em casa muitas horas por dia, o ideal é ter um ambiente com mais privacidade, que pode ser uma edícula ou um quarto isolado”,diz a arquiteta;

5)    Após a definição do melhor local disponível na casa ou no apartamento, é preciso verificar as instalações elétricas, pois serão necessárias tomadas e pontos extras para telefone e conexão de banda larga. “Um mobiliário adequado, atendendo aos princípios de ergonomia, também previne doenças ocupacionais, como a LER – Lesão por Esforços Repetitivos. A altura ideal da bancada varia entre 70 e 75 cm, enquanto mouse e teclado devem estar posicionados de forma que o usuário apoio completamente o antebraço. E é preciso deixar espaço livre para que o profissional sente-se numa posição correta, formando ângulos de 90º entre tronco e antebraços, tronco e pernas, coxas e parte inferior das pernas e entre tornozelos e pés”;

6)    Trabalhar em casa requer uma iluminação apropriada. É possível economizar energia, contando com uma janela ampla, mas deve-se evitar instalar a bancada do computador contra a abertura, pois o reflexo da luz no monitor é prejudicial. “E mesmo com uma boa luminosidade, o ambiente deve contar com uma luz artificial geral e homogênea somada a uma iluminação pontual na mesa. O foco deve ser perpendicular, vindo da direita para quem é canhoto e da esquerda para os destros, para não fazer sombra sobre o papel”, recomenda a arquiteta Ana Paula Naffah Perez, diretora de projetos da C + A Arquitetura e Interiores;

7)   Recomendamos que o cliente tenha à sua disposição apenas o essencial para desempenhar suas tarefas. “Além da própria mesa, telefone e computador, só devem ser inseridos no escritório doméstico objetos realmente necessários. Uma opção é instalar um painel magnético acima da bancada para lembretes e recados importantes. Aliados da organização, eles também podem inserir um toque divertido ao escritório. Em ambientes informais, uma boa pedida é adotar acessórios de plástico ou zinco, que são opções econômicas e resistentes”, conta Perez;

8)    Para dar o acabamento geral, é importante escolher materiais de aparência leve e fáceis de limpar, como laminado melamínico no tampo da bancada. “Cores claras nas paredes e nos móveis dão a sensação de conforto visual e amplitude, sem tornar o ambiente cansativo. Para o piso, sugerimos madeira, laminados e porcelanatos, que facilitam a manutenção”, conta Ana Paula Perez;

9)    Outro cuidado importante é optar pela fiação camuflada. “É possível encomendar uma bancada sob medida com fundo falso ou comprar, em lojas especializadas, uma mesa com canaletas, que escondam a fiação. Outra alternativa é providenciar um painel falso cobrindo parte da parede atrás da estação de trabalho. É interessante também reunir duas ou três tomadas numa só parede para evitar fios por todos os lados”, recomenda a arquiteta;

10)  Hoje, os móveis de escritório ganharam agilidade e bom desenho. “Na hora da compra, recomendamos que o cliente escolha entre as peças próprias para escritório por serem ergonômicas e de fácil manutenção. Mesas com desenho em C ou L evitam deslocamentos na cadeira. Bordas arredondadas não machucam o corpo e tampos com superfícies opacas evitam que a luz se reflita”.

*Material enviado por email pela assessoria da C+A Arquitetura e Interiores, São Paulo – SP

>>Para saber mais sobre a C+A visite o site: www.caarquitetura.com.br.

>>Home office segue mesma legislação trabalhista do colaborador que fica dentro da empresa (matéria do jornal Conversa Pessoal, publicada no site do Senado)

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