Sim à diferença. Não à violência

Aula de mestrado. Duas mulheres discutem sobre o papel feminino na sociedade moderna. Uma delas, típica ocidental. A outra, muçulmana. A mocinha ocidental dá início a uma série de críticas às tradições muçulmanas. A mocinha ocidental falava de liberdade.

A muçulmana ouvia calada e ao final do discurso, respondeu apenas uma frase: “Na minha sociedade eu não preciso tirar a roupa para ser respeitada”. O diálogo virou discussão e foi presenciado por uma professora que narrou a história em sala de aula.

Depois que ouvi o resumo do papo, coloquei-me a pensar… Discutir tradições, cultura de um povo é uma tarefa complexa. Principalmente porque nossa ignorância sobre o alheio não nos permite compreender que existe felicidade além do mundo de referências que conseguimos enxergar.

Por outro lado, não dá para aceitar rituais de crueldade e de violências morais ou físicas alegando o bom convívio das diferenças. Há um mínimo a se respeitar, um valor mínimo que impera independente do tipo de sociedade a que pertencemos: a dignidade da pessoa humana.

E é em busca dela que precisamos seguir, não importa a cultura, não importa a tradição.

Sobre Alane Virgínia

Apaixonada por livros, letras, sons, imagens e pessoas. Advogada por vocação e jornalista nas horas vagas.
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